24 mai, 2019
Queiroz pagou R$ 64 mil em dinheiro vivo por cirurgia no Hospital Albert Eistein

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro é alvo de investigação do Ministério Público

O ex-motorista movimentou R$ 1,2 milhão em uma conta bancária durante um ano

Fabrício Queiroz, ex-motorista de senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), pagou R$ 64,6 mil em dinheiro vivo sua cirurgia e internação no Hospital Albert Einstein, de 30 de dezembro a 8 de janeiro para retirada de um câncer no cólon. O pagamento foi feito em 14 de fevereiro.

O atendimento custou R$ 70 mil, de acordo com a nota fiscal em nome de Queiroz. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24) pelo jornal O Globo.

O ex-motorista alegou que o montante quitado em dinheiro vivo estava guardado em sua casa para amortizar o financiamento de um apartamento na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O dinheiro foi entregue à tesouraria do hospital pela mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar.

O PM aposentado é pivô da investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. A apuração começou após um relatório do governo federal ter apontado a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: saques e depósitos em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Rio.

O ex-assessor de Flávio reconheceu ter recolhido parte do salário de servidores do gabinete do então deputado estadual, de 2007 a 2018, na Assembleia Legislativa do Rio.

O objetivo, disse Queiroz, era contratar assessores informais para o então deputado e ampliar a base eleitoral do filho do presidente da República.

Segundo o Ministério Público do Rio, há indícios robustos dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flávio. Foi com base nesses indícios que a Promotoria solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 86 pessoas e nove empresas, inclusive do filho do presidente da República. (Com informações da FolhaPress)

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